Graças às regulamentações e ao crescimento do setor, as fazendas solares se tornaram uma oportunidade de negócio lucrativa, permitindo que investidores e proprietários de sistemas de geração distribuída transformem o excesso de eletricidade ou a totalidade de sua produção em renda recorrente.
Seja por meio da locação de cotas de usinas, seja por meio da injeção de energia na rede com recebimento de créditos, existem modelos de negócio bem definidos que permitem rentabilizar o seu sistema.
Conheça o Mercado Livre de Energia (ACL) e descubra como lucrar com energia solar para transformar esse negócio em retorno financeiro!
É possível lucrar com energia solar no Brasil?
No Brasil, é possível rentabilizar a energia solar por meio de dois modelos regulados.
O primeiro é por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), sendo voltado para geração distribuída, como residências, comércios e propriedades rurais. Aqui, o excedente não é vendido, mas convertido em créditos de energia solar.
O segundo modelo é por meio do Ambiente de Contratação Livre (ACL). Ele é usado na geração centralizada, com usinas maiores que comercializam energia diretamente com consumidores livres.
Quem pode tornar lucrativo um sistema de energia solar no Brasil?
Qualquer pessoa ou empresa pode participar do mercado de energia solar, desde que siga as regras de cada modalidade. Sendo assim, estão aptos a comercializar energia solar:
- Produtores no Mercado Livre (ACL) com usinas registradas na CCEE;
- Autoprodutores com usinas acima de 500 kW;
- Geradores centralizados credenciados;
- Cooperativas ou consórcios de geração compartilhada;
- Consumidores no SCEE que geram créditos (não venda direta).
Posso lucrar com a energia solar da minha casa?
O consumidor residencial não pode comercializar energia excedente diretamente, porque a venda comercial só é permitida no ACL.
Porém, ele pode gerar energia solar fotovoltaica e injetar o excedente na rede, recebendo créditos de compensação para reduzir contas futuras ou de outras unidades do mesmo titular.
Com isso, é possível transformar a energia excedente em vantagem financeira de maneira totalmente legal.
Quanto se ganha vendendo energia solar?
Os ganhos com energia solar variam conforme o modelo de geração e o objetivo do investidor.
Sendo assim, na geração distribuída (SCEE) o benefício aparece como economia. Assim, há redução significativa na conta de luz, além da possibilidade de compensar outras unidades.
Enquanto isso, na ACL, a energia é comercializada com preços negociados. Usinas pequenas podem ter retorno anual entre 10% e 20%, dependendo do contrato e do valor da energia.
Já nas usinas de investimento, os investidores podem participar de cooperativas e receber parcelas proporcionais à geração.
É importante ressaltar que os valores dependem da tarifa local, irradiação solar, tamanho da usina e modelo de negócio.
O que é preciso para rentabilizar a energia solar?
Aqui, no Brasil, é possível lucrar com energia solar de duas formas, a depender do modelo de negócios desejado. A primeira é participação em leilões organizados pelo Governo Federal, em que é possível adquirir energia da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para comercialização.
A segunda é produzir sua própria energia solar e atuar no Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde o valor é negociado diretamente com consumidores finais. Ambas oferecem oportunidades interessantes e podem ser viáveis com o planejamento adequado.
Vamos entender como cada uma funciona!
Leilão de energia
São promovidos pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em conjunto com a ANEEL. Esses leilões visam atender demandas específicas de energia elétrica por meio de contratos de fornecimento.
Funciona assim:
- a ANEEL estabelece o volume de energia necessário e o preço máximo que pode ser negociado;
- o leilão ocorre de forma online, onde os agentes participantes oferecem seus lances;
- ganha o agente que oferecer a energia ao menor preço dentro das condições definidas.
Ambiente de Contratação Livre (ACL)
No mercado livre de energia, conhecido como Ambiente de Contratação Livre (ACL), empresas e consumidores negociam diretamente seus contratos, sem a necessidade de intermediação da concessionária local. Essa modalidade proporciona mais flexibilidade e preços competitivos.
Para atuar nesse modelo como vendedor, siga os passos abaixo.
- Torne-se um autoprodutor: produza sua própria energia solar em uma usina associada à CCEE;
- Atenda aos requisitos de demanda: a capacidade instalada deve estar entre 500 kW e 3 MW;
- Negocie: realize contratos com consumidores finais, defina quantidade, preço e condições de pagamento;
- Tenha flexibilidade de contratos: diferentemente do mercado regulado, é possível adaptar os contratos às necessidades de seus clientes.
Ambas as opções têm suas particularidades, mas podem ser lucrativas em sua usina solar, de acordo com seus objetivos no mercado de energia.
Como funciona a venda de energia solar excedente?
Em se tratando de economia e lucro de energia solar, ela ocorre de formas diferentes em cada opção. Na geração distribuída (SCEE), o excedente não é vendido, mas transformado em créditos de energia, que podem abater até 100% da parte de consumo da fatura.
Já no Mercado Livre (ACL), a energia excedente é comercializada diretamente como um produto, com preço negociado entre gerador e consumidor. Aqui, há uma venda real, diferentemente da compensação aplicada no SCEE.
Como saber se a minha empresa pode fazer parte da CCEE?
A participação na CCEE depende do perfil de consumo ou de geração da empresa e do enquadramento regulatório adequado. Alguns agentes podem aderir diretamente, enquanto outros precisam atuar por meio de cooperativas ou consórcios. Assim sendo, podem participar:
- geradores (usinas renováveis ou convencionais);
- autoprodutores;
- comercializadores de energia;
- consumidores livres, com demanda mínima contratada;
- consumidores especiais, com demanda menor (500 kW).
As empresas com consumo baixo podem participar por meio de cooperativas ou consórcios, tornando o acesso mais democrático.
Como funciona o mercado de energia solar?
O mercado opera com geração distribuída e centralizada. Com isso, consumidores, investidores e empresas podem produzir energia fotovoltaica para consumo próprio, compensação ou venda.
No entanto, é fundamental seguir as regras da ANEEL e da CCEE para garantir segurança e competitividade.
Mercados de comercialização de energia no Brasil
O Brasil opera dois ambientes oficiais para compra e venda de energia. São eles:
- ACL (Ambiente de Contratação Livre), em que consumidores negociam contratos diretamente com geradores, com maior flexibilidade e preços competitivos.
- ACR (Ambiente de Contratação Regulada), onde consumidores cativos compram energia da distribuidora local, seguindo tarifas definidas pela ANEEL.
Ambos influenciam quem deseja tornar lucrativa a energia solar, principalmente no que diz respeito à escolha do modelo comercial.
Desafios e oportunidades no mercado de energia solar
Ao se pensar em como lucrar com energia solar, é necessário considerar desafios como a complexidade regulatória, o investimento inicial para usinas maiores e a necessidade de gestão técnica da geração.
Porém, apesar desses pontos de atenção, o mercado apresenta oportunidades crescentes, como:
- queda no custo dos equipamentos;
- expansão da geração distribuída;
- crescimento do Mercado Livre;
- novos modelos de assinatura de energia.
Outra questão que merece destaque é a eletrificação de setores como transporte e indústria. Com essa expansão, espera-se um aumento contínuo na demanda por energia limpa e competitiva.
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